terça-feira, 5 de abril de 2016

FESTA JUNINA


Origem da Festa Junina 

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial(época em que o Brasil foi colonizado e governado porPortugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. DaFrança veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio daChina, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.  

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenasafro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.  

Festas Juninas no Nordeste 

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas. 

Comidas típicas 

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. 
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. 

Tradições 

As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

domingo, 3 de abril de 2016

OS GÊNEROS MUSICAIS MAIS POPULARES NO BRASIL

O Brasil é um país que tem uma relação muito forte com a música, especialmente quando elas são produzidas por artistas locais. A nossa população é uma das que mais procura, divulga e valoriza a produção musical, independente do seu gênero. Por isso, os artistas que visitam o país, ou até mesmo os nacionais, vivem com turnês marcadas e shows lotados.
Mas, mesmo que o brasileiro tenha um perfil de apreciar todos os gêneros, alguns se destacam como mais populares em certas regiões do país. Você sabe quais são os gêneros musicais mais escutados no Brasil? Confira:

Sertanejo

O sertanejo é o gênero musical mais apreciado em todo o país, liderando as pesquisas em praticamente todas as capitais dos estados. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE em 2013, 58% dos brasileiros escutam sertanejo ao menos uma vez na semana. Esse estilo, que é muito parecido com o country norte-americano, tem origem no interior de estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo, onde fazendeiros se reuniam para tocar suas violas e cantar em duplas, fazendo arranjos de voz característicos do estilo. Hoje é o sertanejo universitário que tem ganhado espaço nas rádios do país, mas sem esquecer as suas origens. Cantores como Michel Teló, Paula Fernandes, Victor e Leo, Bruno e Marrone, Chitãozinho e Xororó e Zezé di Camargo e Luciano são só alguns dos artistas mais populares desse estilo musical.

Música Popular Brasileira (MPB)

A MPB não podia ficar de fora dessa lista. Um dos estilos musicais que mais caracteriza a música brasileira pelo mundo é também uma das mais admiradas pela população local. De acordo com o IBOPE, 47% bos brasileiros escutam MPB ao menos uma vez na semana. Os estilos musicais que são classificados como MPB são aqueles derivados da Bossa Nova, geralmente marcados por canções de cunho social e com o uso de instrumentos tipicamente brasileiros. As canções do tropicalismo, elaboradas por Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e muitos outros artistas são a origem desse movimento, que hoje conta com representantes como Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Djavan, Marcelo Camelo e outros que carregam características marcantes desse estilo em suas músicas.

Samba (ou pagode)

Tão característico quanto a MPB para identificar a música brasileira é também o samba, ou pagode, que é uma derivação desse estilo. O ritmo marcado por batidas fortes, violão, cuícas e letras que remetem ao estilo de vida carioca, ou da gafieira, ganham o coração de 44% dos brasileiros. O samba foi, por muito tempo, o estilo favorito no Brasil, mas perdeu espaço para a constante renovação que o sertanejo vem apresentando nos últimos anos. O samba pode ter origem nas periferias do Rio de Janeiro, ser um samba-enredo de escolas de Carnaval, ou simplesmente ser apresentada como canções de pagode por artistas mais jovens. Alguns dos representantes do samba (e do pagode) no Brasil são Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Thiaguinho, Mart’nália, Diogo Nogueira, Martinho da Vila, Beth Carvalho e muitos outros talentosos artistas.

Forró

Um ritmo tipicamente nordestino, o forró teve origem nas festas juninas e outros eventos dessa região do país, caracterizado por canções elaboradas com sanfona, zabumba e triângulo. O forró pode se apresentar de várias maneiras diferentes: como xote, que é mais lento e romântico; como baião ou xaxado, que são rápidos e mais difíceis de dançar; ou como quadrilha, que é a dança tradicional das festas juninas. Independente do estilo, esse gênero musical é escutado por 31% da população brasileira, mostrando que as raízes nordestinas estão muito bem representadas por sua música regional. Alguns dos forrozeiros mais famosos do país são o Falamansa, Bicho de Pé, Circuladô de Fulô, Trio Virgulino e até alguns artistas solo como Alceu Valença, Luiz Gonzaga e Zé Ramalho.

Rock

O rock não é um gênero musical tipicamente brasileiro, mas tem ganhado seu espaço no país desde a década de 80, quando alguns movimentos locais, especialmente localizados em Brasília e São Paulo, começaram a divulgar esse estilo de música para todas as classes sociais do Brasil. Hoje escuta-se bastante rock, desde as bandas de origens brasileiras até os clássicos e lançamentos internacionais. De acordo com o IBOPE, 31% da população escuta rock pelo menos uma vez na semana.
As bandas brasileiras de rock são fortes e bastante tradicionais, por isso costumam ter vida longa e se mantém unidas por muitos anos, algumas delas como os Paralamas do Sucesso, Titãs, Skank, Pato Fu, Ultraje a Rigor e o Rappa já estão há muito tempo na estrada. Porém, uma nova safra do rock brasileiro vem ajudando a manter a paixão por esse gênero musical. Artistas como Charlie Brown Jr., Nx Zero, Pitty, CPM 22 e Raimundos cativaram a nova geração e são bastante valorizados no mercado musical.

Música eletrônica

A música eletrônica vem ganhando espaço no Brasil desde o início da década de 2000. A geração nascida no início da década de 90 foi influenciada por esses ritmos eletrônicos elaborados com o uso de sons e instrumentos computadorizados, e mantêm essa tendência ao preferir esse estilo nas festas e eventos que frequentam. A música eletrônica, independente de sua classificação como house, trance, groove ou techno, é escutada por 29% dos brasileiros pelo menos uma vez na semana. O crescimento do interesse pela música eletrônica no Brasil pode também ser observado através do aumento do número de eventos relacionados a esse estilo musical no país e eventos como o Tomorrowland e XXXperience já são figuras carimbadas em terras brasileiras e prometem voltar com mais edições nos próximos anos. Alguns nomes talentosos e conhecidos da música eletrônica são o Daft Punk, Fatboy Slim, David Guetta, Avicii, Calvin Harris e Tiesto.
Esses são só os seis gêneros musicais mais populares no Brasil. Mas a pesquisa do IBOPE apurou ainda que o brasileiro também escuta música gospel, axé, funk, country, música clássica, jazz e blues, mostrando que a nossa população é bastante eclética e também heterogênea em gostos musicais.

sábado, 2 de abril de 2016

DANÇAS FOLCLÓRICAS

As tradições e cultura de uma região brasileira estão mergulhadas no folclore, sejam elas de cunho religioso, baseadas em lendas ou na história, homenagens a importantes acontecimentos ou brincadeiras populares. As danças folclóricas são uma das principais formas de manifestação cultural, com músicas animadas e simples, além dos trajes típicos para executá-las em espaços públicos.
As danças folclóricas brasileiras mais conhecidas são: samba de roda, catira, ciranda, maracatu, maculele, quadrilha de festa junina, bumba meu boi, baião, xaxado, frevo, carimbó, dentre outras.

Samba de Roda

Danças Folclóricas
Herança cultural do período da escravidão no Brasil e influenciada pelos portugueses, o samba de roda é uma dança folclórica originalmente de culto aos orixás e caboclos, em 1860 no Recôncavo Baiano. Se divide em dois estilos característicos: samba chula e samba corrido.
O samba de roda é também conhecido como Umbigada, pois a cada saída de um participante da roda, outro é combindada para dança, dando-lhe uma “Umbigada”. Palmas e cantos animam os dançarinos na roda, ao som de instrumentos como chocalhos, pandeiros, viola, atabaque e berimbau.
Principais compositores do samba de roda: Dorival Caymmi, João Gilberto e Caetano Veloso.

Catira

Dança folclórica também conhecida como cateretê, a catira tem ritmo musical caracterizado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos. Sofre influência indígena, africana e europeia. Geralmente, a catira é dançada em duas fileiras, com mulheres de um lado e homens de outro ao som de violas e cantos dos violeiros. Pode ser dançada apenas por homens.

Ciranda

A ciranda é uma dança tipicamente pernambucana, das mulheres de pescadores que dançavam e entoavam cantos a espera dos homens chegarem do mar. A ciranda é basicamente uma grande roda, onde seu integrantes dançam ao som de ritmo lento, acompanhado por instrumentos como zabumba, tarol, ganzá e maracá. A dança é marcada com passos simples ou coreografados.

Maracatu

O maracatu, de origem africana, é uma dança folclórica típica da região nordeste do Brasil, mas concentrada no Estado de Pernambuco. Seu nome significa batuque ou dança e representa a saída de pessoas adeptas às religiões afro-brasileiras às ruas, para saudar os orixás. Essa manifestação ocorre durante o carnaval e as fantasias mais comuns são de reis, princesas, rainhas, índios e baianas. A dança é composta por giros e pulos sob um ritmo frenético que remete às congadas, festa popular brasileira.

Maculele

O Maculelê é uma dança folclórica de origem africana e indígena. Simula uma luta tribal que utiliza dois bastões como “arma”. A esses bastões dá-se o nome de grimas ou esgrimas. A música do maculelê é composta por percussão e canto.

Quadrilha de Festa Junina

Dança muito conhecida em todo o Brasil no período de festas juninas, mas principalmente na região de maior destaque: o nordeste brasileiro. Homens e mulheres vestidos em trajes típicos da cultura caipira dançam de maneira animada, com muitos movimentos e coreograficas, ao som de músicas conhecidas como “capelinha de melão, “pula fogueira” e "cai, cai balão”. Um animador anuncia frases que marcam momentos na dança.

Frevo

O frevo é uma dança folclórica típica do carnaval de rua e salão da cidade de Recife, em Pernambuco. É uma dança rítmica, de andamento rápido e coreografia individual. Os dançarinos são conhecidos como passistas, que com suas fantasias coloridas agitam guarda-chuvas, elemento característico do frevo. A música do frevo é executada por instrumentos de sopro que compõem a fanfarra.

Carimbó

O carimbó é uma dança folclórica paraense de origem indígena, mais precisamente dos índios tupinambá e influenciada por africanos e portugueses. Carimbó é o nome do tambor utilizado na dança. A dança é representada em pares, com duas fileiras de homens e mulheres voltados para o centro da roda. O ritmo da música é marcado com os pés e palmas dos homens, convidando as mulheres para a dança. Após o convite, os pares se formam e giram em torno de si mesmo.

Bumba meu Boi

O bumba meu boi, ou boi bumbá, é uma dança folclórica nordestina, do início do século XVIII e que sofre influências das culturas portuguesa, negra e indígena. O bumba meu boi é composto de música regional, vários personagens da lenda, incluindo um homem vestido de boi. No decorrer da dança, o boi morre e é ressuscitado com um puxão em seu rabo.

Baião

O Baião é um subgênero do forró, uma dança típica nordestina, que surgiu inicialmente como nome de uma festa com danças e melodias executadas em violas. O patrono do baião foi Luiz Gonzaga, importante compositor e cantor popular brasileiro. A temática do baião é baseada nas dificuldades e no cotidiano dos nordestinos.

Chula

De origem portuguesa, a chula é uma dança folclórica do Rio Grande do Sul, caracterizada pelo desafio e disputa. Uma vara é disposta no chão e em cada extremidade fica um dançarino. Um deles executa uma coreografia complexa e outro deve repetir.

Xaxado

Dança folclórica muito praticada pelo cangaceiro Lampião e seu bando no sertão nordestino. O nome xaxado é derivado de uma onomatopeia, ou seja, do som produzido pelas sandálias dos cangaceiros se arrastando sob o solo durante alguma comemoração do bando. As letras das músicas são satíricas e o tempo fortemente marcado. Com a entrada de Maria Bonita e outras mulheres do bando, a presença feminina na dança se tornou mais forte. Instrumentos típicos da dança eram o pífano, zabumba, triângulo e sanfona.

CARIMBÓ, ZIMBA, CURIMBÓ: Uma evolução cadenciada

O Carimbó que se pratica hoje, ritmo tipicamente nortista, definido na região do Salgado do Estado do Pará é o CARIMBÓ PRAIANO cuja tradição remonta ao século XVIII tem sua evolução na região do Salgado em épocas bem marcantes nas fazendas e sítios, onde os negros escravos predominavam com seu trabalho. Através do batuque encontrou-se o ritmo denominado de carimbó, transformando-se em lazer, cuja dança favorecia o afastamento do estado nostálgico do negro.
A característica do carimbó ou curimbó provem, originariamente, da qualidade do tambor usado pelos negros, chamado de carimbó, principal instrumento do batuque.

O Carimbó não se resume apenas nas variações ou nos movimentos dos dançarinos, visto que possui coreografia variada e bem definida e que obedece um certo ritual que os mais antigos, obrigatoriamente, seguiam como determinado para se dançar, pois, com certeza o ritmo, como a cantiga e o balanço do corpo serviam para exprimir as vibrações da dança e que chegavam a encenação de imitação dos bichos. Daí se ter a dança do peru, da formiga, do tatu, do carneiro etc. Em inúmeras músicas registradas pode-se encontrar alusões a bichos, pássaros, pessoas do povo ou fatos bem comuns, assim que temos poesias em ritmo de carimbó homenageando a periquitambóia (cobra), o jacaré, o tubarão, a lavadeira, o Peru, da Atalaia (posto de observação), O roda pião, o maçarico etc. Na verdade, e, é bom que se diga, que o carimbó também é a expressão viva do lamento caboclo, de sua desilusão com os dirigentes, ou para alertar, ou dar recados importantes, demonstrar a ilusão no amor, como maneira expressiva da crônica diária que vivem os poetas, pescadores, lavradores ou pagodeiros.
Segundo o historiador Agripino Almeida da Conceição, o carimbó de Marapanim, tido como o berçário dessa dança, teria nascido na localidade Santo Antônio, hoje Maranhão, em homenagem aos primeiros moradores, que eram emigrantes vindos do Estado do Maranhão e que teriam juntado alguns elementos, ao batuque e encontrado o ritmo que denominaram de carimbó, exatamente devido aos tambores de madeira oca, com um couro de veado ou caetetú teso e presos com pregos à boca, que batidos produziam um som bastante contagiante. Na localidade de Santo Antônio, o Carimbó teria dado origem a Irmandade de São Benedito, que era responsável por festas religiosas e profanas. Mais tarde essa irmandade sofreu ruptura no seu quadro social, surgindo em conseqüência a Irmandade de São João Batista, que aderia como parte profana o Boi-Bumbá, iniciado exatamente pelos maranhenses nômades.
Alguns historiadores, inclusive o antropólogo Vicente Salles, dizem que o carimbó surgiu da necessidade que o negro sentia para compensar as horas do trabalho, daí ter criado o canto do trabalho, onde levantava tipos naturais de seu dia-a-dia. Era o melhor meio de fuga, segundo Vicente Salles, e a lúdica para o povo era a suprema vontade de se divertir e transformar as músicas em ritmo de dança.
"A Ariramba caiu na água no meio do turiá,
Ela vai, e vem, moreninha no samba tem"

"Minha mãe me deu um lenço
De fazenda encarnada
Prá dançar o carimbó
no meio da rapaziada"
No município de Marapanim, não foi bem aceito o ritmo do carimbó, pois parecia aos brancos, "dança de preto" e essa discriminação virou radicalismo, pois o fato provocava o afastamento dos homens brancos dos barracões armados para a dança, em dezembro, ocasião em que era aberta oficialmente os festejos, dedicados a São Benedito.
Na afirmação de Vicente Chermont, o carimbó "é feito de um tronco, internamente escavado, de cerca de um metro de comprimento e de 30 centímetros de diâmetro, sob uma das aberturas se aplica um couro descabelado de veado, bem entesado. Senta-se o tocador sobre o tronco e bate em cadência com um ritmo especial, tendo por baquetas as próprias mãos. Usa-se o carimbó na dança denominada batuque, importada da África pelos negros cativos".
Portanto, carimbó, na concepção de Vicente Chermont, é o tambor e não a dança. Posteriormente, os nossos caboclos adaptaram o nome do tambor à dança e que permanece como tal, até hoje.
Mas é relevante a informação de José Veríssimo, quando afirmou que em 1880, a dança do Gambá ou Tambores de Gambá, era formado por dois tambores, feitos em madeira escavada tendo numa das extremidade um couro entesado para produzir sons. Como se pode perceber, nada foi acrescentado, na atual formação dos conjuntos de carimbó, que ainda possuem:

- o banjo
- o xeque-xeque
– o xereré (pandeiro sem couro)
- o reco-reco
- a flauta de embaúba para marcar o ritmo.


No Baixo Amazonas, a dança era, possivelmente as rodas de samba, depois transformada em Carimbó Rural; em Macapá e em grande parte do Estado do Amapá, continuou a valer o Batuque e o Marabaixo; em Bragança prevaleceu o Retumbão; Banguê na região canavieira ( Igarapé Miri e Abaetetuba e Cametá); Gambá restrita a divisa entre Pará e Amazonas e o Carimbó, ou Curimbó (como simples fonética) na Região do Salgado e Ilha do Marajó, com pequenas variações no Carimbó Praiano de Marapanim, Vigia, São Caetano, Curuçá etc.
A forma da dança parece a dança-de-roda, onde homem e mulher dançam soltos, acompanhando o ritmo da música, sua poesia e o solo. Aos homens não é proibido fazer requebros, fazer misuras ou qualquer tipo de galanteio à dama, podendo levantar o braço, colocá-las nos quadris, estalar os dedos no estilo castanhola ou dar gritinhos tipo "oi, oi, oi ".
Mas o destaque maior é dado para momentos especiais como a dança do peru, onde o cavalheiro, no centro de uma grande roda de dançarinos ao ritmo da música do peru, agacha-se até apanhar o lenço com a boca. Ao apanhar o lenço (troféu), ganha uma prenda da parceira como troféu de campeão.

"O peru da Atalaia,
xô, peru,
O peru e a perua,
xô, peru,
O peru está na roda,
xô, peru,
O peru é uma besta,
xô, Peru,
O peru e a perua,
xô, peru,
Apanha o lenço peru
xô, peru.
O peru pegou o lenço xô, peru."

Frevo



Introdução 

carnaval é uma data comemorativa bastante popular e comemorada com muita festa em praticamente todo o território brasileiro.

Para esta festa, foram criados vários tipos de músicas e também de danças, sendo que seu estilo pode variar de região para região dentro de nosso imenso país. 

Origem do frevo 

Em Pernambuco, entre os anos de 1910 e 1911, ocorreu o aparecimento de um ritmo carnavalesco bastante animado e que é famoso até hoje: o frevo.

A palavra frevo vem de ferver, uma vez que, o estilo de dança faz parecer que abaixo dos pés das pessoas exista uma superfície com água fervendo.  

Características principais

- Como vimos, o frevo é tocado, contudo, em alguns casos, ele também pode ser cantado.

- Há ainda uma forma mais lenta de frevo, e esta, é chamada de frevo-canção.

Você sabia?

- É comemorado em 14 de setembro o Dia do Frevo.

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Os benefícios das aulas de música são vistos desde os primeiros anos escolares.
A música é reconhecida por muitos pesquisadores como uma espécie de modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento filosófico. 

Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música, bem como aos que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas, obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em relação a um determinado conteúdo de matemática. 

Com base em pesquisas, as crianças que desenvolvem um trabalho com a música apresentam melhor desempenho na escola e na vida como um todo e geralmente apresentam notas mais elevadas quanto à aptidão escolar. 

A valorização do contato da criança com a música já era existente há tempos, Platão dizia que “a música é um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. 

Hoje é perfeitamente compreensível essa visão apresentada por Platão, visto que a música treina o cérebro para formas relevantes de raciocínio.
Eis então uma reflexão para pais e principalmente educadores, buscando inserir a música no seu planejamento, bem como criar estratégias voltadas para essa área, incentivando a criança a estudar música, seja através do canto ou da prática com um instrumento musical, isso desde a educação infantil.